Arquivo mensal: março 2013

Lâmpada dicróica led

O que é uma lâmpada dicróica led?

Pesquisei o assunto para encontrar essa resposta, visto que a sentença “lâmpada dicróica led” é muito comum.

Tecnicamente falando, a sentença está incorreta.  O termo dicróica refere-se a lâmpada halógena com refletor coberto por material dicróico, ou seja, aquele que reflete ou absorve a luz dependendo do comprimento de onda. A lâmpada led em geral não tem essa característica.

Mas então, qual a origem do termo lâmpada dicróica led?

Não encontrei evidências da origem, mas entendo que seja a tentativa de indicar uma lâmpada led que substitui a lâmpada dicróica convencional. Entenda por convencional aquele modelo mais comum da lâmpada dicróica, que segue o padrão chamado PAR16. Este padrão determina vários aspectos técnicos da lâmpada, entre eles o diâmetro de 2 polegadas (50mm).

A sigla PAR (oriunda do inglês “parabolic aluminized reflector“) começa com a designição PAR16 e avança pelos tipos PAR20, PAR30, PAR36, PAR38, PAR46, PAR56 e PAR64. Para maiores informações consulte a tabela aqui.

 

 

E qual é a lâmpada dicróica led, ou melhor dizendo, a lâmpada led padrão PAR16?

Existe uma grande variedade de modelos de lâmpadas led no padrão PAR16. Gosto muito das lâmpadas tipo COB led e também das power led. São compactas, possuem boa luminosidade e acima de tudo, possuem uma eficiência impressionante (eficiência é a relação entre capacidade luminosa e consumo de energia).

Lâmpadas led padrão PAR16

Lâmpadas led padrão PAR16

Ainda existem modelos com alimentação de 12 volts, mas as mais populares são ligadas na rede 110v ou 220v diretamente, sem transformadores ou fontes, simplificando a instalação. São comercializadas em vários conectores, entre eles E27 (rosca comum) e GU10.

Mais opções de ‘cor’

Diferentemente das lâmpadas dicróica, as lâmpadas led não aquecem, e podem ser encontradas na temperatura de cor ‘cold white’ – branca fria (o branco mais puro, levemente tendendo para o azul).

Temperaturas de cor

Temperaturas de cor

Dica: lâmpadas branca fria ficam muito boas em cozinhas.

Cuidado: luminosidade não é medida pela potência

Desde que Thomas Edson inventou a lâmpada incandescente, escolhemos a lâmpadas pela sua potência, em Watts. Isso realmente funciona para a lâmpada incandescente, pois a relação de potência e luminosidade é linear, o que significa que a lâmpada de 100 Watts realmente ilumina o dobro da lâmpada de 50 Watts. E consome o dobro de energia, também.

Com a chegada da lâmpada fluorescente surgiu o dilema: como saber qual a potência da lâmpada fluorescente que substituiria uma lâmpada incandescente, mantendo a luminosidade inalterada?

Nessa época, já deveria ter sido alterado o critério para especificar a lâmpada. Deveria ter sido adotada a medida de luminosidade (lúmens), e não a medida de potência (Watts).

Agora, com a chegada da lâmpada led, esse problema se agravou. Primeiro porquê necessitamos novamente de utilizar uma tabela relacionando intensidades luminosas e potência consumida para cada tipo de lâmpada. E segundo, porquê a lâmpada led possui uma relação de potência e luminosidade menos linear ainda, se comparada com as demais lâmpadas.

Por exemplo, a lâmpada led de 5w costuma atingir 450 lúmens de intensidade luminosa, ou seja, pode substituir uma lâmpada dicróica de 50W. Mas dependendo do driver utilizado na lâmpada, o consumo pode ser bem maior, atingindo 7W, ou até mesmo 9W para os mesmos 450 lúmens. Fabricantes e vendedores ‘espertos’ costumam apresentar estas lâmpadas como sendo melhores, quando na verdade são menos eficientes.

Dessa forma, nós consumidores compramos uma lâmpada que em tese iluminaria quase o dobro, pagamos mais caro, e no fim das contas a lâmpada ilumina a mesma coisa.

Dica: desconfie da potência informada pelos fabricantes, e busque sempre pela informação de capacidade luminosa, em lúmens.

Fontes: dicroísmo – WikiPediaPAR – WikiPedia.

Anúncios

O que é lâmpada led?

Afinal, o que é lâmpada led?

Antes de responder a essa pergunta, vou tentar lembrar quando me deparei com um led pela primeira vez. É um exercício difícil, mas creio que encontrei a resposta. A primeira vez que vi um led foi em um “3 em 1” (quem tem certa idade se lembra). Esse aparelho super moderno em sua época agregava, em um único dispositivo, um toca-discos, um toca-fitas e um rádio AM/FM.

E o VU metter (volume units meter, ou medidor de unidades de volume) era formado por um conjunto de leds coloridos que ‘dançavam’ conforme a música. Lindo.

vu meter

Nessa época os leds eram verdes, amarelos ou vermelhos. A intensidade luminosa era fraca, e assim ficavam mais agradáveis a noite, no escuro. Talvez daí o sucesso dos equalizadores Tojo (quem teve um ‘som’ de ‘gaveta’ no carro se lembra).

Um dia inventaram o led com a luz branca, aí a indústria começou a ter idéias…

Surgiu a lâmpada led

O led atual é o mesmo semicondutor de antigamente. O que mudou é que hoje ele suporta maior potência, e com isso fornece mais luz. Assim, com uma fonte de energia controlada (um driver interno) , um projeto óptico (as lentes) e uma correta dissipação térmica (para controlar o calor resultante da geração de luz), temos a lâmpada led.

Um projeto inacabado

Até o presente momento as lâmpadas led imitam as lâmpadas já existentes, gerando alguns exemplares que eu categorizaria como bizarros. Mas parte da indústria já começa a pensar em lâmpadas led como uma categoria específica, diferente, com características únicas, e que deve ser empregada de forma diferente.

Há muitas vantagens a serem exploradas e valorizadas (pretendo escrever sobre elas e outro post). Há também desvantagens que devem ser consideradas pela indústria, a fim de que as elimine ou as minimize, com o objetivo de consolidar as lâmpadas led como uma alternativa viável.